Marketing permissivo: o Regulamento Geral de Proteção de Dados como oportunidade

Publicado em 19 de fevereiro de 2019 . Categoria: Inbound Marketing | Marketing Conteúdo | Marketing Digital

Mecanismos de coleta de dados na internet permitem que organizações tenham acesso a muitos dados de usuários, com os quais podem realizar diversas ações, dentre elas, elaborar um plano de e-mail marketing. Embora isso seja uma mina de ouro para o marketing, muitas empresas caem no exagero da propaganda invasiva, realizando sucessivas chamadas telefônicas, enviando mensagens SMS e e-mails com ofertas a qualquer hora, tudo isso sem o consentimento do cliente.

Pensando do ponto de vista do cliente, isso pode ser um tremendo incômodo. Mas hoje muitos gestores já têm percebido o tiro no pé que isso pode se tornar e estão buscando reverter a situação por meio de estratégias permissivas.

No post de hoje, falaremos sobre o marketing permissivo e sobre o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD), cujo propósito é ampliar a segurança na proteção e privacidade online dos usuários, evitando situações de mau uso dos dados dos consumidores.

Continue a leitura e saiba como isso pode ser não uma pedra no meio do caminho, mas uma oportunidade de crescimento para os seus negócios. Acompanhe!

 

O Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD)

No dia 25 de maio de 2018, entrou em vigor o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD), realizado pelo Parlamento Europeu e Conselho da União Europeia. O documento contém cláusulas e condições relativas ao tratamento de informações pessoais dos usuários, garantindo-lhes que sua privacidade seja mantida.

Embora trate-se de uma regulamentação específica à população dos 28 países da União Europeia, todo o mundo sentirá o impacto de tais mudanças, pois o Regulamento aplica-se a todas as organizações que trabalham no Espaço Econômico Europeu, independentemente do país a que pertencem.

Ao lidar com informações pessoais, as organizações são obrigadas a cumprir os princípios de proteção de dados, por meio da pseudonimização (nomes falsos) ou anonimização (nomes inexistentes), respeitando configurações padronizadas de privacidade. Tais nomes não podem ser usados para identificação dos usuários sem informações adicionais, conservadas separadamente.

Assim, não é permitido o acesso a qualquer informação pessoal fora dos parâmetros legais conferidos pelo Regulamento, a não ser com o consentimento explícito do proprietário, que tem direito de anular a qualquer momento a permissão.

 A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPDP) no Brasil

No Brasil, o Senado Federal aprovou por unanimidade, em julho de 2018, o Projeto de Lei da Câmara nº 53/2018, que dispõe sobre a proteção de dados pessoais e altera a Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014, aquela que determina princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da internet no país.

A partir do projeto, criou-se a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPDP), inspirada na legislação europeia e sancionada por Michel Temer em 14 de agosto de 2018. A LGPDP também estabelece limites no trabalho com dados pessoais de usuários. Impreterivelmente, empresas que lidam com eles deverão possuir um Oficial de Tratamento de Dados Pessoais – Data Protection Officer (DPO), cuja função será garantir que os dados de clientes, trabalhadores, fornecedores etc estejam em conformidade com as regras de proteção.

A LGPDP brasileira ainda não entrou em vigor, isso ocorrerá em 14 de fevereiro de 2020.

 Quais as oportunidades da LGPDP ou do RGPD para os negócios?

Ao contrário do que muitos pensam, a regulamentação no uso de dados pode criar excelentes oportunidades nos negócios. Veja alguma delas:

 

  • Abordagens personalizadas com o marketing permissivo

Todos somos consumidores, por isso sabemos que é muito mais interessante receber conteúdos de fato relacionados aos nossos interesses. O marketing permissivo não trabalha com e-mails frios que (quase) todo mundo envia; ele dá à empresa um diferencial frente à concorrência, pois ela passa a agir com abordagens interessantes e personalizadas, gerando muito mais resultados.

Ao contrário do marketing invasivo que contenta-se com enviar a mesma promoção ou oferta para uma lista gigantesca de contatos comprada, “atirando para todo lado”, o marketing permissivo age de forma singularizada, contemplando, de fato, as preferências dos usuários e, principalmente, conectando-se a eles com seu consentimento explícito.

Precisamente por isso, o marketing permissivo não gera um aglomerado de prospects que não se efetivam no final das contas. Como explicamos no  post como localizar os prospects ideais para a minha empresa, muitas são as razões pelas quais a grande parte dos suspects e mesmo dos prospects não efetivam a compra – ou seja, não se tornarão leads qualificados;

  • Engajamento dos leads certos

Com a permissão dos reais interessados na marca, as empresas poderão investir em marketing personalizado e engajar os leads certos para o negócio, fazendo com que as taxas de conversão alcancem melhores níveis. Enviar e-mail ou realizar uma ligação telefônica obterá finalmente mais resultado, sem chatear ninguém, justamente porque a marca está lidando com pessoas que manifestaram interesse em serem abordadas;

  • Aumento do Retorno sobre Investimento (ROI)

Uma vez que os clientes deram permissão para serem abordados, aumentando com isso as taxas de conversão, fica claro que a empresa desfrutará de mais rendimentos sobre os recursos investidos. Em outras palavras, ao evitar desperdícios de tempo e dinheiro com o marketing invasivo, as empresas usufruirão de melhores resultados sobre os investimentos de um marketing mais inteligente;

  • Otimização da jornada de compras

Sem dúvida, um lead qualificado otimiza a jornada de compra. Isso porque ele sabe o que quer. As quatro fases da jornada de compra – “aprendizado e descoberta”, “reconhecimento do problema”, “consideração da solução” e “decisão de compra” – tornam-se mais curtas umas entre as outras no funil de vendas e o lead chega à compra mais rapidamente.

Conclusão

Além das oportunidades listadas acima, é certo que muitas outras ainda surgirão com o controle no uso de dados. Relativamente novas na Europa e ainda aguardando para entrarem em vigor no Brasil, teremos tempo para nos adaptarmos a essas mudanças.

Sem dúvida, surgirá uma cultura próspera de respeito às informações pessoais de nossos clientes e todos sairemos satisfeitos nas nossas experiências de compra e venda.

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Até o próximo post!

Equipe Ola Multicom.

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