Como as grandes marcas estão se relacionando com o consumidor final?

Publicado em 12 de julho de 2019 . Categoria: Gestão de Marca | Inbound Marketing | Indústria da Tecnologia

mulher no celular em contato com a olá multicom

O marketing como conhecemos está mudando a passos largos e grandes marcas estão aí para nos dizer que é necessário experimentar formatos alternativos de venda, o que cria também novas formas de se relacionar com o consumidor final.
Além das redes sociais, que trouxeram forte impacto no relacionamento entre público e marca, vem ganhando espaço também os e-commerces, como os marketplaces e os drop shippings, para citar alguns.

No post de hoje, falaremos mais desses formatos que vêm se criando, mostrando a você como grandes empresas estão se apropriando deles e como elas podem inspirar você a repensar o habitual modo de fazer negócios.
Continue a leitura e saiba mais!

 

O desafio de se conectar com os consumidores

Grandes indústrias estão hoje com o desafio de se conectarem com seus consumidores de uma forma distinta do convencional. Fala-se, por exemplo, de comunicação imersiva – um tipo de interação focada em soluções de contato e relacionamento que façam sentido e agreguem valor para o cliente.

O que surgem daí são novas demandas de se relacionar com o consumidor final. Uma das estratégias que muitas empresas vêm usando para se aproximarem do cliente e gerarem valor para ele é o storytelling, conjunto de técnicas que passam uma mensagem para além do anúncio tradicional, abarcando personagens e situações num contexto emocionante associado a uma proposta da marca.

Nesse novo contexto, muda também a própria linguagem de comunicação entre empresa e cliente. A linguagem da TV torna-se descabida para o mobile, assim como a estética, que precisa agora desenvolver uma conectividade afetiva com o público.

Na tentativa de estabelecerem uma comunicação mais interessante com as pessoas, várias empresas estão investindo em conteúdos jornalísticos próprios, a fim de gerarem engajamento e conectividade com as pessoas, especialmente por meio do e-commerce e do site.

Muita coisa mudará quando as empresas entenderem que, mais do que produtos e serviços, as pessoas buscam valores. Como afirma o professor de Inovação Digital da ESPM, Gil Giardelli, hoje o ser humano está no centro de tudo, por isso “não podemos mais categorizá-lo como consumidor”.

Nessa nova era, temos um avanço até mesmo na terminologia do marketing: deixa-se paulatinamente o conceito de Business to Business (B2B) e Business to Consumer (B2C) e chega-se ao Business to Human (B2H). No B2H, é preciso atender ao que o humano precisa, como um ser complexo e afetivo que é.

 

A ascensão do e-commerce: alguns cases de sucesso

Os novos meios de distribuição de produto estão desafiando a indústria varejista a repensar o seu modo de trabalhar, pois com múltiplas alternativas ao alcance do consumidor, na tela de celular inclusive, a venda de volume pela indústria tende a ser menor, uma vez que o lojista não é fiel a marca e a venda direta ao cliente é mais vantajoso do ponto de vista do preço final do produto.

Para citar alguns casos de empresas que estão reformulando seus formatos de comunicação com o consumidor final, temos a PepsiCo, que iniciou seu e-commerce em 2018, a Loja PepsiCo, com o objetivo de simplificar a vida de pequenos comerciantes. Nesse projeto, a marca permite que o consumidor faça compras online pelo computador ou pelo celular. Para isso, o usuário pode escolher seus produtos navegando por momentos, que vão desde café da manhã à nutrição.

Outro caso típico de e-commerce já solidificado é o da transnacional do setor de alimentos e bebidas Nestlé, que criou o programa Nestlé com Você, que além de fornecer ideias e dicas de pratos associados a produtos da marca no site, promove, em parceria com o SENAC, encontros culinários com cursos sobre variadas iguarias e visitas a fábricas de chocolate em diversos lugares do Brasil.

Um terceiro caso de e-commerce de sucesso é a Suvinil, marca de tintas há muito tempo consolidada no Brasil. A marca entrega ao usuário um site bastante completo; além de produtos para os mais variados gostos, o site fornece simulação de cores e uma seção “encontre o seu pintor”, onde o usuário pode encontrar um profissional credenciado mais próximo, a partir do seu CEP. A Suvinil conta também com um aplicativo simulador de cores para celular, hoje com mais de 500 mil downloads.

 

Os marketplaces

Os marketplaces são como shoppings online, ou seja, plataformas que reúnem produtos os mais variados, tornando-os mais acessíveis ao consumidor que visita a página na internet. Nesse formato, as lojas e as marcas congregam em um só lugar, o que facilita a visibilidade de marcas que não têm grande projeção no mercado ainda.

A Magazine Luiza, a Walmart, o Shoptime e o Mercado Livre são exemplos de marketplaces consolidados no Brasil. Esse tipo de negócio é vantajoso pela diversidade de público que o produto pode alcançar e faz sentido especialmente para os casos que precisam rapidamente levar a marca ao conhecimento do público.

O que mais importa ao decidir o seu formato de negócios, é conhecer o ramo e principalmente o público. De todo modo, vale apostar em mais de um modelo, para reunir em torno do seu produto os mais variados interessados – aqueles que estão comprando pelo celular e aqueles que ainda preferem visitar a loja física.

Foi o que a Magazine Luiza fez: além do seu e-commerce altamente engajado com apps diversos para as mais variadas facilidades (como o app de compra, Cartão Luiza, Magazine Você, Mobile Entregas, Consórcio Luiza, Magazine Acordo Digital etc), a companhia não abre mão das lojas físicas, contando hoje com mais de 740 lojas, 9 centros de distribuição e 3 escritórios, espalhados por 16 estados brasileiros.

Dentre as indústrias varejistas no Brasil, a Magazine é um dos grandes destaques quando o assunto é transformação digital. Todo esse sucesso é devido, em grande parte à metodologia multicanal que a marca segue. Fica a sugestão para você.

 

Os drop shippings

Criar um negócio digital está cada vez mais fácil. Prova disso são os drop shippings (estoque na fonte), técnica de vendas na qual o revendedor não possui estoque, mas o mantém na fonte. Em termos práticos, o cliente realiza o pedido com o revendedor, o revendedor solicita o produto ao fornecedor e este, por sua vez, o enviará diretamente ao consumidor. Um exemplo é a marca Mateando, que tem em seu e-commerce várias marcar dentro da plataforma, que vendem seus produtos por lá.

As vantagens desse método é a economia com tarefas de estoque – como manutenção, custos com armazém, pessoal e circulação de embalagens e cargas. Outro ponto favorável do drop shipping é o portfólio ilimitado de produtos no site, já que os produtos estão em estoques de terceiros.

Esses benefícios geram uma lucratividade considerável, pois reduzem muitos custos operacionais. O drop shipping pode ser usado tanto por negócios de grande porte como por microempresas.

Esses fenômenos estão nos mostrando que é importante hoje em dia contar com diversos canais de vendas, assim como também é importante aproximar o cliente da marca, contando, para isso, com os recursos que a internet possibilita.

Gostou deste conteúdo?

Siga a nossa Newsletter e a nossa Página no Facebook para acompanhar as nossas atualizações.

 

Olá Multicom – Agência de Inbound Marketing

Tags: