Como o marketing sensorial pode ajudar sua empresa a vender mais?

O brasileiro é o que cliente que mais valoriza a experiência na hora da compra. Segundo um estudo da consultoria PwC, 89% dos consumidores no Brasil afirmam que esse fator é o que mais impacta as decisões de consumo – no resto do mundo, apenas 73% dos entrevistados escolheram essa opção. “Experiência” designa aqui um conjunto de fatores ligados ao nível de serviço recebido, ambiente do estabelecimento, velocidade, eficiência, conveniência – ou seja, não importa apenas o produto ou serviço, mas a forma como ele é experienciado pelo cliente.

Essa porcentagem atesta a importância de um tipo de marketing que tem ganhado cada vez mais força nos últimos anos: o marketing sensorial. De forma simplificada, podemos dizer que o marketing sensorial é aquele que explora as potencialidades dos cinco sentidos humanos – tato, visão, olfato, audição e paladar –, estimulando-os para aumentar as possibilidades de fechar uma venda.

Com isso, podem ser exploradas outras estratégias de marketing que são centrais na atualidade, como a personalização. Combinadas, todas essas estratégicas proporcionam ao público uma experiência de compra diferenciada e completa – o que vai ao encontro daquilo que os consumidores mais têm valorizado nos últimos tempos. Prova disso é que a referida pesquisa da PwC também revelou que 80% dos consumidores desejam um atendimento cada vez mais humanizado e customizado, que os façam sentir-se únicos.

 

Mas como usar o marketing sensorial? E quais são, na prática, os benefícios dessa ferramenta? Neste post, reunimos o que de mais importante você precisa saber sobre o poder do marketing sensorial. Continue a leitura para se surpreender!

 

 

O que é, de fato, o marketing sensorial?

O marketing sensorial é uma estratégia comercial que se baseia no estímulo dos cinco sentidos humanos.

Parte-se do princípio de que tato, visão, olfato, audição e paladar podem ser explorados de vários modos de modo a despertar nos consumidores a necessidade ou o desejo de adquirir um produto ou contratar um serviço, criando uma atmosfera favorável para o fechamento de negócio.

Assim, em vez de apenas listar características ou benefícios, a ideia é fazer com que um sentimento positivo seja interiorizado pelo cliente sem que o vendedor precise dizer uma palavra se quer.

 

Na prática, como isso funciona?

Para entendermos melhor o que é essa estratégia, vejamos dois exemplos com amplo fundamento em estudos científicos.

Corretores experientes sabem que características como preço, localização e estado de uma casa não são os únicos fatores levados em conta quando um potencial comprador visita uma propriedade. Na verdade, o cheiro é a primeira coisa que as pessoas reparam durante essas visitas, e esse aspecto pode mesmo ser decisivo para o fechamento da compra.  

O olfato é o primeiro sentido ativado quando entramos em um dado ambiente. Inúmeros estudos têm mostrado que ele desempenha um papel importante em como nos sentimos, sendo o sentido mais intimamente ligado às partes de processamento de emoção do nosso cérebro. Todos nós já passamos pela experiência de sentirmos um perfume e lembrarmo-nos imediatamente de uma pessoa ou de uma fase de nossas vidas.

Assim, não explorar esse potencial durante uma venda tão complexa quanto a de uma casa seria um desperdício. Por exemplo, o cheiro de um pão recém-saído do forno ou mesmo de um café fresquinho evocam a ideia de “lar” e ajudam as pessoas a se conectarem com o ambiente, a imaginarem-se vivendo ali.

 

O segundo exemplo é o da compra de um automóvel. É claro que aspectos como preço e características técnicas são levadas em consideração, mas, sem mesmo se aperceber, o cliente é sempre influenciado por aspectos não tão óbvios. Durantes anos, os fabricantes de automóveis têm investido em características como o cheio que o carro tem quando novo, o som da porta se fechando, a sensação macia e confortável dos bancos –tudo isso ajuda, de fato, a vender.

A ideia, em suma, é que os sentidos despertam a necessidade de fechar a compra por meio de estímulos capazes de gerar bem-estar, desejo e impulso positivo, criando uma relação imediata com o produto ou serviço e associando-os a uma coisa boa. Esse estímulo pode ser desenvolvido em conjunto – ou seja, trabalhando com todos os cinco sentidos – ou separadamente, selecionando aquele ou aqueles que fazem mais sentido para as características de um dado produto ou serviço.

 

Quais são os principais benefícios do marketing sensorial?

Por meio do marketing sensorial, uma marca pode criar vínculos emocionais com o consumidor: aconchego, bem-estar e positividade. Tais vínculos costumam ser mais fortes e duradouros do que uma relação puramente racional.

Outro importante benefício está ligado ao fato de que a ferramenta em questão permite incutir o desejo de compra, mas sem a necessidade de implementar uma ação comercial agressiva ou irritante, como se a sua empresa estivesse “empurrando” produtos. Isso representa uma liberdade maior em relação a estratégias invasivas e obsoletas.

Além disso, o marketing sensorial permite às marcas exercitar a criatividade e desenvolver uma identicidade única, que encanta e fideliza os clientes. Dependendo de como é levada, esta pode ser um complemento barato e extremamente eficiente em relação às ações mais tradicionais.

 

Como implementar o marketing sensorial?

Vejamos algumas ideias de estratégias e ações de marketing sensorial.

– Uma agência de viagens pode desenvolver óculos com tecnologia 4D para que as pessoas vejam imagens de destinos de férias, simulando uma sensação de imersão.

– Olha esta ideia: uma padaria pode liberar o aroma do pão recém-saído do forno, em complemento ao anúncio da marca mostrado em lugares estratégicos como lotéricas – sim, existem sprays à venda que simulam esse cheiro!

– O uso de cores que estimulam o apetite é um bom princípio para a decoração de restaurantes. Vários estudos mostram que tons quentes, como o vermelho e o amarelo, levam as pessoas a comer mais.

– A visão é um sentido com grande potencial de ser explorado. Em uma loja de roupas, uma vitrine interessante, bonita e criativa faz a diferença. Além disso, a disposição dos móveis deve ser bem explorada. Uma excelente ideia é montar looks nas araras e deixar peças que combinam próximas umas das outras.

 – Sabe água, café, chá e uma bolachinha frequentemente encontrados na recepção de clínicas e salões de beleza? Isso também pode ser uma estratégia de marketing sensorial adotada por escolas de idiomas. Assim, sensação de espera pela aula ou pelo atendimento – que é sempre vista como algo não tão positivo – é atenuada.

– A música ambiente deve ser sempre pensada de acordo com o público-alvo dos negócios. Por exemplo, se os seus clientes foram majoritariamente jovens, o ideal é caprichar nas bandas mais populares nessa faixa etária.

 

Como vimos, o marketing sensorial é uma estratégia com grande potencial.  Só que, como toda ferramenta comercial, ela deve ser integrada a um planejamento mais amplo, que articule todas as ações de uma marca com vistas a um objetivo concreto.

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Até o próximo post!

 

Roder Cypriano

Olá Multicom – Agência de Inbound Marketing

Agência Parceira LAHAR