Como a Internet das Coisas vem se desenvolvendo no Brasil?

A Quarta Revolução Industrial está se insinuando há um tempo. Novas tecnologias prometem fusionar as esferas do mundo físico, biológico e digital: é a iminência da Internet das Coisas.

Se na Primeira Revolução, entre meados dos séculos XVII e XVIII, vimos o surgimento da máquina a vapor e as ferrovias, na segunda a eletricidade e na Terceira a eclosão do computador, na Quarta veremos lado a lado a robótica, os veículos autônomos, a impressão em 3D, a inteligência artificial, a nanotecnologia, a biotecnologia, a computação quântica e, finalmente, a Internet das Coisas. 

A internet das coisas: o que é?

A Internet das Coisas – IoT, sigla inglês para “Internet of Things” – é um conceito formulado de um avanço tecnológico que vem surgindo, que tem como objetivo tornar ainda mais integrada a relação entre o homem e o seu espaço, por meio de uma hiperconectividade entre nós e os itens que usamos em nosso dia a dia, desde os eletrodomésticos até os transportes automobilísticos.

A IoT  funciona por meio de sensores inteligentes que monitoram absolutamente tudo que esteja conectado à internet, inclusive casas inteiras, cidades inteiras. Tanto a “casa conectada” quanto a “cidade inteligente” são previsões desse avanço da conectividade do homem com a rede.  Na era próxima da Internet das Coisas, nós estaremos não apenas com nossos computadores e celulares conectados, processando e coletando dados, mas também o estarão os nossos móveis, eletrodomésticos, carros, casas e sistemas de vigilância.

Em um artigo de 2016, intitulado “Inovação e Tecnologia: internet das coisas” constado do site do Sebrae, há um exemplo de uma situação simples em que a noção de Internet das Coisas pode ser facilmente compreendida:

“Suponha que você tenha acabado de chegar a sua casa e deseja tomar um copo de suco, mas ao abrir a geladeira, percebe que a caixa de suco que você havia comprado há alguns dias está próximo de acabar.
Se essa mesma caixa estivesse conectada por um chip a uma rede de informações, ela poderia enviar uma mensagem ao supermercado mais próximo, que entregaria uma nova caixa na sua casa, evitando frustrações”.

É precisamente dessa elevada interação entre uma necessidade humana e sua solução virtual-real que a Internet das Coisas se constitui. Ainda segundo o artigo do Sebrae acima mencionado, tal revolução cria “ferramentas que ‘emprestam’ mais inteligência aos objetos para que eles possam ‘conversar’ entre si e tornar nossa vida mais fácil”. 

A internet das coisas no Brasil

O Brasil não está alheio ao que vem acontecendo rumo à Internet das Coisas. Embora muitas pessoas e mesmo empresários ainda estejam desatentos ao que vem surgindo, no nosso país os números são significativos. Dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostram que fechamos o mês de outubro de 2017 com 14,8 milhões de conexões máquina a máquina, em diversos setores. Em relação ao mesmo período do ano passado, isso significa um crescimento de 20,1%.

Tal crescimento na conectividade advém de empresas como bancos, operadoras de telefonia, varejistas e outros. Alguns especialistas apontam que em 2018 setores como o agronegócio e a indústria de base receberão programas de investimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do Plano Nacional de IoT, criado pelo Banco Nacional e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Embora a passos lentos, o Brasil caminha para a otimização no desenvolvimento de atividades importantes, como a saúde, o trânsito, e, claro, os negócios. Numa pesquisa realizada em 2015 pela companhia Ericsson, 55% dos entrevistados alegaram o interesse de possuir, por exemplo, sensores capazes de alertar pequenos incidentes domésticos, como inundações e falhas em eletrodomésticos, ao passo que 49% afirmaram interesse em ter uma ferramenta que alerte sobre a entrada e saída de pessoas de suas casas.

Esses dados nos mostram que os brasileiros formarão um forte público na era da Internet das Coisas!

A internet das coisas como ferramenta para o marketing empresarial

Especialistas têm observado que a Internet das Coisas recriará o marketing, fornecendo e também exigindo novas formas de ser e atuar. No ramo empresarial, as mudanças serão sentidas fortemente, pois os consumidores passarão a se comunicar e a se relacionar, em grande parte, de forma automatizada.

Se as pessoas terão acesso personalizado e muito rápido à resolução de seus problemas (como no exemplo da caixa de suco, mencionado acima), de saída isso sinaliza uma revolução na forma de atender o público consumidor.

O engenheiro e economista alemão Klaus Schwab, em seu livro A Quarta Revolução Industrial, publicado em 2016, observa que os novos modos de colaboração e governança serão afetados por uma experiência positiva e compartilhada, caracterizada pela velocidade, amplitude e profundidade, dando forma a uma nova revolução que pretende beneficiar a todos nós.

No livro, Schwab faz menção ao contexto empresarial, afirmando que a ruptura no modo de trabalho é certa e que não se pode duvidar dela, apenas aguardar por ela: “A questão para todas as indústrias e empresas, sem exceção, não é mais ‘haverá ruptura em minha empresa?’, mas ‘quando ocorrerá a ruptura, quanto irá demorar e como ela afetará a mim e a minha organização?’”.

Embora não seja possível mapear todas as alterações e benefícios que esse avanço gerará no setor do marketing empresarial, é possível prever que o mercado se constituirá do conhecimento sobre cada ser humano, pois somente assim conseguirá sanar suas dores ao modo que a Internet das Coisas propõe.

Nesse cenário, o marketing empresarial online certamente ocupará espaço privilegiado no acesso e na produção de informações e produtos para esse novo público revolucionário. É tempo de se preparar!

Tendências para o marketing brasileiro

Veja, a seguir, algumas das principais tendências da IoT para o marketing brasileiro.

aumento considerável da conectividade entre os dispositivos, que fará com que os dispositivos móveis e equipamentos afins elevem os níveis de competitividade na produção industrial, inclusive nas estratégias de marketing. Veja mais neste post;

novas demandas de segurança, pois a Internet das Coisas tornará vulnerável a proteção das informações. Nesse contexto, a tendência é que especialistas em segurança da informação invadam o cenário, aperfeiçoando a nossa experiência conectiva e mitigando os riscos;

cada dispositivo será como uma plataforma de marketing, pois a integração por meio da geolocalização fornecerá às empresas a possibilidade de atualizações, aprimoramentos e maior busca de informações em tempo real sobre seus clientes;

aumento na dependência do Big Data Analytics, pois o acesso aos dados será fundamental nessa nova dinâmica da IoT. Isso ajudará a análise de padrões de comportamento, a antecipar tendências e a melhorar as decisões, como explicamos neste post.

Para preparar-se para a era da Internet das Coisas, a sua empresa precisa atualizar-se sobre as inovações que vêm ocorrendo no Brasil e no mundo. Siga a nossa Newsletter e fique por dentro de todos os nossos conteúdos.