Automação industrial: qual o seu impacto nas indústrias?

Automação industrial

Em 2019, calcula-se que um total de 2,25 milhões de robôs industriais estavam em operação em todo o mundo. Até 2030, a previsão é de que até 20 milhões dessas máquinas estejam em uso globalmente. Esses são dados da Global Robotics and Automation Index ETF (ROBO – Type ETF), primeiro índice global para o setor industrial.

Essa tendência de crescimento não é de agora. Por exemplo, em 2010, foram comercializadas 118 mil unidades de robôs industriais ao redor do mundo, o que significou 47% a mais se comparado ao ano anterior. Nesse mesmo ano de 2010, o Brasil adquiriu 640 robôs, o que representou um crescimento de 29%. Contudo, é importante notar que o nosso país ocupa apenas a 39.ª posição do ranking dos países que mais utilizam essa inovação. Há muito espaço para crescimento, portanto.

A robótica é apenas uma das facetas de um processo amplo que denominamos de “automação industrial”. Computação em nuvem, sistemas ciberfísicos, Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (AI), Big Data e até drones são outros agentes importantes desse processo.

Mas o que é exatamente a automação industrial e qual o impacto dela nas indústrias? Neste artigo, te mostramos os princípios, os objetivos e algumas das vantagens dessa revolução tecnológica que já ficou conhecida como a “Quarta Revolução Industrial”. Continue a leitura e você estará apto a colocar esses conhecimentos em prática para melhores resultados produtivos e operacionais na sua indústria.

 

O que é a automação industrial?

“Automação” é um termo que vem do latim e significa “mover-se por si só”. De forma ampla, refere ao uso de máquinas, computadores e softwares na realização de tarefas que até então eram comumente realizadas por seres humanos, principalmente as contínuas e repetitivas.

Portanto, a automação industrial pode ser definida como o uso da tecnologia para realizar determinadas tarefas nas indústrias – desde o controle de mecanismos às atividades da linha de produção propriamente ditas. Com base em conhecimentos das áreas de tecnologia da informação (TI), eletrônica e mecânica, o objetivo é construir uma indústria inteligente, otimizando processos produtivos e alavancando a competitividade dos negócios.

Por vezes, a automação industrial é chamada também de “indústria 4.0”. Essa expressão começou a ser usada sobretudo a partir de 2011, depois de uma feira realizada em Hannover, na Alemanha. Nessa ocasião, foi apresentado ao público um projeto de um forte incentivo do governo alemão para promover uma mudança na maneira como as fábricas do país operavam.

A ideia era possibilitar um “choque tecnológico” para descontinuar modelos de negócios que subaproveitavam as possiblidades trazidas por inovações como a robótica e a inteligência artificial. Além da intervenção estatal, a iniciativa contou com o suporte de empresas de tecnologia, universidades e centros de pesquisa.

 

Pilares de uma indústria 4.0

Para que uma indústria seja inteligente, é necessário que ela adote, em alguma medida, algumas das tecnologias que já citamos de início.

Vejamos mais em detalhe e com recursos a exemplos práticos como essas tecnologias funcionam. Elas podem ser consideradas os pilares da automação industrial.

 

Inteligência artificial (IA)

A inteligência artificial baseia-se em uma espécie de “imitação” da inteligência humana nos mecanismos de atuação de um sistema ou de uma máquina. Aplicada nas indústrias, a IA é capaz de fazer máquinas, como robôs, operarem de forma autônoma, sendo capazes de tomar decisões complexas.

Um exemplo da aplicação dessa tecnologia seria no uso da “predictive analytics” (ou análise preditiva, em português). A partir de inúmeros dados coletados e processados por sistemas inteligentes, é possível antecipar padrões e tendências no que diz respeito às manutenções periódicas do maquinário. Ou seja, o sistema prevê quando as máquinas da sua indústria irão avariar e sinaliza a necessidade de uma intervenção preditiva.

Ao garantir o bom funcionamento dos equipamentos, a empresa poupa tempo, economiza nos gastos e alavanca a produtividade dos processos.

 

Banco de dados por nuvem

O chão de fábrica e a operação industrial que lhe está associada gera um grande volume de dados. Quando tais dados são analisados de forma correta, temos uma chance de otimizar procedimentos e implementar ajustes e correções. Tomemos o exemplo que acabamos de dar no item anterior – as informações detalhadas sobre o desempenho de milhares de máquinas: onde armazenar esses dados?

Uma alternativa seria investir na aquisição de servidores e na contratação de técnicos para administrá-los, o que requer um investimento mais robusto. Outra opção mais viável, porque mais barata e eficiente, é recorrer ao armazenamento na nuvem. Ele permite acessar os dados a partir de dispositivos com acesso à internet, em qualquer lugar do globo. Além disso, este recurso pode ser contratado de modo escalar – ou seja, de acordo com a demanda da empresa.

Por isso, o banco de dados por nuvem é cada vez mais uma tecnologia indispensável às indústrias.

 

Internet das Coisas (IoT)

Quando pensamos na conexão à internet, logo pensamos em um computador, um tablet ou um celular. Pois bem. Nos últimos anos, surgiu o conceito de conectar outros objetos à internet – uma geladeira ou um trator, por exemplo.

A Internet das Coisas ou, em inglês, Internet of Things (IoT) consiste precisamente em uma rede de máquinas e dispositivos interconectados e que trocam informações entre si por meio da internet. No universo da automação industrial, essa tecnologia tem aplicações com um enorme potencial.

Um bom exemplo disso é o chamado “apontamento de produção”. Por exemplo, é muito comum que as grandes indústrias instalem em suas fábricas milhares de alarmes com o objetivo de sinalizar qualquer anormalidade que ocorra durante a linha de produção. Chega a um ponto em que é inviável ter funcionários apenas para operar e dar conta de todos esses alarmes. A operação humana pode levar a erros, perdas financeiras e até mesmo a risco potencial para a vida humana.

Para resolver esse problema, as indústrias podem contar com um software de gerenciamento de alarmes, que se conecta a um sistema central de controle e é capaz de captar as informações do ambiente, fazendo as vezes de um alarme. Esses dados coletados podem inclusive gerar insights importantes sobre as condições de trabalho da planta industrial. O gestor, por sua vez, consegue controlar o chão da fábrica com mais segurança, gerando menos perdas e mais produtividade.  

Como vimos, a automação industrial está relacionada ao aumento da produção, a mais eficiência e a mais segurança no trabalho. Por isso, cada vez mais indústrias estão automatizando os seus processos e colhendo os benefícios da Quarta Revolução Industrial.

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Até o próximo post!

 

Roder Cypriano

Olá Multicom – Agência de Inbound Marketing